Estavam no bar o narrador dessa história e mais 4 amigos que não serão nomeados. O objetivo era, como sempre, tomar apenas umas poucas cervejas pra curtir o final da noite e esquecer um dia quente e estressante, afinal quem já teve dias assim sabe como o por-do-sol pede aquela gelada antes de dormir.
Como não pode deixar de acontecer, as fofocas surgiam, afinal falar mal dos outros é a especialidade dessa mesa
O clima era muito bom, tocava um arrocha ou era um samba dos bons. O que importa é que a conversa seguia e a alegria estava no auge. Como não pode deixar de acontecer, as fofocas surgiam, afinal falar mal dos outros é a especialidade dessa mesa. Parecia ser mais um dia normal de uma boa cervejinha de meio de semana, não fosse pelo momento de pedir uma parcial e ver quanto cada um tinha, momento de desespero pro bolso do universitário-desempregado-boêmio.
A constatação foi a esperada, como sempre é. Era muita cerveja e pouco dinheiro. A decepção pelo final precoce da noite era latente. Até que alguém teve a ideia que mudaria a história daquele dia qualquer: "vamos esquecer a conta, beber até cansar. Depois acertamos a dívida". A epifania foi a salvação, a mesa aprovou por unanimidade e, imbuídos desse espírito democrático, começamos uma seção extraordinária.
a ideia que mudaria a história daquele dia qualquer: "vamos esquecer a conta, beber até cansar. Depois acertamos a dívida".
A partir daquele momento, o narrador não pode mais descrever com precisão o que aconteceu, por motivos etílicos que estão acima da vontade e da capacidade de compreensão humana. Não se sabe ao certo quantas cervejas foram, nem a hora que a festa acabou. Mas quando era a hora de embora, todos sabiam o que fazer, pra que ponto ir e que ônibus pegar. E além disso, todos sabiam o que dizer antes de ir: "põe na pindura!"
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